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Ignorância humana
Se parássemos por alguns instantes e observássemos ao nosso redor,
logo notaríamos que em certo momento da vida, ou mesmo após ter
feito algo e se arrepender, muitos fazem as mesmas indagações…
- Ah se eu pudesse voltar no tempo…
- Ah se o tempo parasse…
Infelizmente o que muitos não sabem ou não pensam, é o simples detalhe:
“Mesmo se o tempo parasse ou voltasse, ainda existiria o amanhã”
- E como sempre, por sermos “seres racionais”, erraríamos novamente…
Muito Obrigado

Como falar da pessoa que eu mais ajudo,
Sem pedir se quer um tostão.
A pessoa que sempre quando precisou,
Mesmo sem pedir, eu estava lá.
A pessoa que mais fala de justiça, direitos e bom senso.
E que hoje, quando precisei de um simples favor,
Ela simplesmente diz:
- Não dá, tenho que fazer as minhas coisas.
Hoje, não sei falar outra coisa, se não, agradecer.
- Obrigado mãe, você me ensino a ficar em silêncio.
“O vitorioso na vida, não é o forte, e sim o flexível”
Encontro

Quando você me encontrar,
Não precisa falar nada.
Traz uma rosa nas mãos,
Oferece-me…
Olha no fundo dos meus olhos…
Faz um afago nos meus cabelos…
Eu tocarei o seu rosto
Com a ponta dos meus dedos,
Contornarei seus lábios.
E ali…
Parados…
Calados…
Chegaremos a uma simples conclusão:
A busca terminou.
Um cachorro vira-lata

“Quase tudo em nossas vidas, podemos explicar com a Teoria dos seis graus de Separação”
Hoje, como sempre, estávamos na pousada, aonde íamos todos os dias antes do serviço,
ver com o Gaúcho, se tinha algo para ser resolvido.
O Gaúcho por sua vez, relata uma reclamação do apto 17.
- Machado, o rapaz mau conseguiu dormir.
- Mas o que houve?
- O cachorro…
- Cachorro?
Segunda-feira, quando voltada da faculdade, passo por um posto de gasolina e vejo o carro de minha irmã estacionado. Ela estava dentro da conveniência.
Hoje, descubro que naquela noite fria, minha irmã adotou uma cachorra vira-lata, que estava no posto, em uma caixa de papelão nada confortável.
- Onde está?
Vou até o infrator e realmente escuto os tais barulhos. Quando avisto o bichano, logo penso…
- Meu deus, que vira lata.
Depois de algum tempo, sem perceber, estava fazendo carinho nele. Mas como um homem macho, forte e não adorador de cachorro, pequeno e chorão, ia explicar o caso?
Parei e fomos trabalhar.
Algum tempo depois, chega minha irmã (revolucionária), toda feliz com a solução e fala:
- Trouxe um cão de Guarda!
O que me deixou realmente frustrado, é que o nome daquele pequeno animal, era Belinha.
- Belinha?
Belinha por sua vez, é o nome da cachorra que dei ainda filhote a minha namorada, no dia de seu aniversário. No entanto, essa Belinha, não sabia que eu tinha uma namorada, que minha namorada tinha uma cachorra, e que a cachorra, também se chamava Belinha.
Porém, mesmo não me conhecendo e sem saber quem eu realmente era, ela me seguia em cada canto que ia, me lambia e chorava pedindo carinho.
Aquela enorme e ao mesmo tempo pequena vira-lata, não tinha a noção de que hoje, dia 14 de abril, dia em que comemoramos três anos e um mês de namoro, ela me fazia lembrar da minha namorada e de sua cachorra.
Ou seja, estamos ligados pelo terceiro grau de Separação;
A Saudade que sentimos por alguém.
- “Sai Belinha”
A Perceguição

Agora a pouco, voltando da faculdade de moto,
tremendo de frio e morrendo de fome.
Olho para baixo e vejo um vulto…
Quando olho de novo já passou.
Fico sem entender o que aconteceu, retorno a olhar,
e novamente passa um vulto muito rápido por mim.
Me sinto mau, e acelero ainda mais tentando alcançar,
no entanto, quando chego perto, ele simplesmente desaparece.
De repente passa voando ao meu lado,
eu já cansado disso, acelero ao máximo e quando olho pra frente…
BuMmMm…
Meu pai bate na porta e diz:
- Lé0 acorda, já são sete horas.
Assim, mais um longo dia começa, as seis e meia da manhã.
Nossos paradigmas
EXECUTAR NÃO É TUDO, COMUNIQUE-SE !

Um jovem executivo estava saindo do escritório
quando vê o presidente da empresa com um
documento na mão em frente a máquina de “picotar”
papéis.
- Por favor, diz o presidente, isto é muito
importante pra mim, e minha secretária já saiu.
Você sabe como funciona esta máquina?
- Lógico, responde o jovem executivo!
Imediatamente tira o papel das mãos do presidente,
liga a máquina, enfia o documento e aperta um
botão.
- Excelente meu rapaz! Muito obrigado… Eu
preciso só de 1 cópia. Onde sai?
Executar não é tudo!!!
Pense, pergunte, espere a resposta, analise e
então execute.
(autor desconhecido)
Chico Xavier – Uma história sem fim

“Cleide, não se preocupe, Emmanuel falou que só vou desencarna,
quando todos brasileiros estiverem felizes”
Logo que entramos na sala do cinema,
peguei meu bloco de anotações e minha caneta,
a fim de anotar tudo que achasse interessante.
Depois de algum tempo percebi, que se fosse assim,
eu teria de anotar o filme inteiro.
Foi então que parei,
pois a mensagem mais importante,
só no final eu iria encontrar.
Chico Xavier…
Primeiro filme que vejo,
Que mesmo depois do fim,
Todos permanecem na sala.
“Xavier morreu no dia 30 de junho de 2002,
mesmo dia em que o Brasil foi pentacampeão mundial”
(ele tinha razão, neste dia, todos estávamos felizes).
ENCONTREI UM ANJO
- O senhor compra pra ajudar? É dez real…
- Reais, disse eu para ver a reação dela.
- É mesmo. Minha mãe sempre me corrige: dez reais. Mas o senhor compra? A minha vontade era comprar o cartão, mas não queria acabar logo com a conversa e continuei:
- Depende… Pra ajudar o quê?
- É pra ajudar a gente lá em casa. Meu pai tá desempregado e a minha mãe tá muito doente. Eu tô vendendo essa raspinha aqui pra poder comprar leite pro meu irmãozinho.
Ele tem dois anos e meio. A essa altura eu já tinha certeza de que compraria o cartão. Não que me comovesse além do normal com essa história tão comum do nosso sofrido povo brasileiro. Era puro encantamento com aquela menina.
- Como é o seu nome?
- Amanda… Nossa! Como o senhor ficou vermelho!
- É que eu tive uma filha que se chamava Amanda… A última lembrança que eu tenho dela, ela era assim como você… Sabe? Em todo lugar que eu vou eu sempre encontro uma Amanda.
- Onde tá a sua filha agora?
- Ela morreu num acidente faz algum tempo. Talvez ela esteja “vendendo cartões” no céu pra ajudar lá em casa..
- O senhor ficou triste, né? Desculpa..
- Não, eu não estou triste. Mas o que é que a sua mãe tem?
- Eu não sei dizer não senhor. Mas o meu pai vive chorando escondido. Ele bem que tenta disfarçar. Eu também finjo que não noto, mas eu sei que ele tá chorando. Eu não gosto de ver meu pai chorando… O senhor vai comprar, não vai? Eu vou contar um segredo: este cartão aqui está premiado, sabia?
- É ? Onde você conseguiu este cartão? E como você sabe que ele está premiado?
- Foi um anjo que desceu lá do céu e me deu ele pra eu vender. Ele disse que é um cartão premiado.
- Um anjo??
- É ! Por quê? O senhor não acredita?
- Acredito sim. Mas se o anjo lhe deu o cartão e disse que é premiado, por que você o está vendendo? Por que você não raspa ele e fica com o prêmio? Assim você vai poder ajudar toda a sua família, a sua mãe…
- Mas eu não posso ficar com ele não senhor.
- Por que não? – O anjo me disse que era pra eu vender por dez real. – Reais! – É. Por dez reais. E que não era pra eu raspar ele senão eu estaria sendo gananciosa. Eu não sei o que quer dizer essa palavra “gananciosa”, o senhor sabe?
- Eu também não sei não. Esse anjo fala muito difícil… Mas eu tenho certeza que você não é isso não… – Ele falou que eu tinha de dar a sorte pra alguém que eu encontrasse e que eu gostasse, e eu gostei do senhor. O senhor compra?
- Como você sabia que era um anjo de verdade?
- Ele tinha duas asas bem grandes e desceu voando lá do céu.
- Como era o nome dele?
- Ele não falou o nome dele não senhor.
- E você não perguntou?
- Se o senhor visse um anjo o senhor ia ficar fazendo pergunta? Eu fiquei foi mudinha.
- E por que esse anjo apareceu logo pra você?
- É que eu estava rezando pro menino Jesus, pedindo pro meu pai arranjar um emprego e pedindo pra Ele curar a minha mãe, então o anjo apareceu pra mim. Ele disse que se eu vendesse esse cartão que ele me deu, por dez real… – Reais! – É, reais… Se eu vendesse, Jesus já tinha autorizado ele a curar a minha mãe e a arranjar um emprego pro meu pai, mas, que se eu ficasse com o cartão só ia acontecer coisa ruim.
Então se eu comprar o cartão que o anjo deu pra você, só vai me acontecer coisa ruim?
- Não. O senhor não entendeu. Eu é que não posso ficar com o cartão. A pessoa que comprar ele, vai tá sendo boa e vai tá acreditando no anjo. Então, pra quem comprar, só vai acontecer coisa boa. O senhor vai receber o prêmio e não vai mais ser triste.
- Quem disse pra você que eu sou triste?
- O seus olhos e o seu jeito de falar. O senhor parece uma pessoa triste, sabia?
- Sabia… Tá bom. Eu compro o seu cartão. Deixando escapar um breve suspiro, Amanda agarrou os dez “real” e, num gesto que me deixou surpreso e muito feliz, me deu um beijo no rosto. Ela parou na minha frente e ficou olhando eu guardar o cartão no bolso, com um sorriso bobo nos meus lábios. Um tanto decepcionada ela perguntou:
- O senhor não vai raspar pra ver se está mesmo premiado?
- Não. Eu tenho certeza de que está.
- Mas se o senhor não raspar não vai poder receber o prêmio.
- Eu já recebi quando você entrou aqui.
- Eu não entendi o que o senhor quis dizer.
- Mas o seu anjo entendeu, minha filha. O seu anjo entendeu, meu anjo… Ela foi embora meio que desconfiada, olhou pra trás algumas vezes e eu nunca mais a vi. Sempre que volto ao Toninho, ou paro na super quadra para alguma coisa, corro os olhos pelas calçadas. Tenho certeza de que a verei um dia. Quero saber se sua mãe está melhor e se seu pai já “arranjou” um emprego. Quanto ao cartão, eu ainda não me atrevi a raspá-lo e creio que nunca o farei. Gosto de acreditar que sou o único homem no mundo que ganhou um cartão de loteria premiado, dado por um anjo e trazido por outro. Quanto ao prêmio, penso que não pode haver um mais valioso do que esta história toda.
(Esta crônica, foi escrita por Robson, de Londrina, que perdeu sua filha Amanda – 3anos – no mar, durante as férias)
” Nunca fique triste numa despedida! Uma despedida é necessária para haver um reencontro. E encontrar-se depois de momentos e de vidas, é certo para os que são amigos.”
© Robson



