Uma triste realidade/resenha metodologia cientifica

“ O jornal mostra trabalhos legais, grupos de dança, rap e teatro. Mas se no dia seguinte tem um tiroteio, pronto: a favela é que é o problema”. Conforme vimos no artigo Cenários da Violência: estereótipos na cobertura de favelas e periferias encontrado no livro Mídia e Violência, a imprensa tem um papel muito importante e influente em nossas vidas, pois é ela que nos trás por seus diversos meios de comunicação, suas matérias e reportagens, essas muitas das vezes próprias conclusões ou induções de fatos verídicos ou inverídicos, visando apenas o lucro e não se importando com a repercussão que o fato poderá ter na mídia. Quando o assunto é favela ou periferia, todos, sem exceção, temos um pré-conceito e temos como base matérias ou reportagens que vimos ou lemos em algum tipo de mídia. Onde as mortes, roubos, violência, abuso, tráfico são sempre os fatos mais explorados por eles, sem levar em consideração que ali também tem gente de bem, tem homens e mulheres trabalhadores, crianças educadas, todo um povo que vive sendo pré-julgado pela massa que tira como opinião aquilo que lê ou vê por ai. Os repórteres admitem essa deficiência, porém, eles tem uma grande dificuldade quando o assunto é explicar ou melhorar. No entanto, os moradores já insatisfeitos com o rumo que as coisas estão tomando, recebem os repórteres com hostilidade, ameaças, contudo quando se trada de investigação policial. Segundo Mauro Neto, editor de Mercado de O Liberal, afirma que no Pará os jornalistas não precisam pedir permissão a ninguém, muito menos para o tráfico para subir ou fazer qualquer matéria nos morros ou periferias. Em Minas, projetos sociais, são pautas de jornais constantemente. Enfim, Arnaldo Viana, editor de Cidade de O Estado de Minas, afirma que até mesmo em favelas tituladas de “ninhos de crack” os jornalistas não encontram nenhuma dificuldade em fazer seu trabalho. Por fim, pode_se concluir que a violência e hostilidade dos moradores de favelas, periferias ou subúrbios é proposital, pois estão insatisfeitos com o modo como são expostos ao público de maneira direta e muitas vezes incoerente da imprensa que mostra apenas as matérias violentas, tráficos, assassinatos, fugas cinematográficas, o que da IBOPE e certamente lucro. Deixando de ressaltar suas qualidades, seu lado bom, que é imenso, seus projetos sociais, seu povo, que não são apenas traficantes, ladrões, bandidos, dependente químicos, porém tem muita gente de valor, educação, caráter e trabalhadora dentro dessas comunidades. Enfim, a favela não é o monstro que vemos por ai, apenas é julgada de forma errada por ser constantemente capa de jornais, reportagens em emissoras de TV ou até mesmo em programas policias transmitido por Rádio.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s