O Paraiso Perdido

 

– O que houve?

Tudo começou no ano 1857, muito antes de Carmen virar Miranda ou Hebe Camargo, quando uma jovem menina chamada Carmen Sheila, com 22 anos de ideologia mental básica retornou, após ficar anos ausente em um lugar distante, completamente deserto onde ninguém a recriminava por ter uma imaginação tão fértil, assim afetando seu modo de ver as coisas.

Sheila costumava ir a um penhasco que, nos momentos felizes ou até mesmo nos tristes, usava como refúgio para rir, chorar, imaginar ou até mesmo relembrar o seu primeiro namorado.

Ao retornar a sua cidade natal, deparou-se com um modo de viver completamente diferente do qual estava habituada. Sentindo-se perdida em meio a tantas mudanças, por instinto ela vai ao reencontro do penhasco. Lá chegando ela se depara com uma enorme construção, onde há pessoas de diferentes costumes, jeitos de viver, uma enorme quantidade de línguas e nenhum tipo de recriminação. Sheila vê então um paraíso perdido, onde as pessoas eram felizes, sem medos, não havia ninguém que pudesse contrariar suas ideias, pois ali não existia algo errado, apenas diferente. O local que quando criança foi seu refúgio, hoje nada mais era que sua realidade, onde ela poderia viver do seu jeito, sem se preocupar com opiniões alheias e viver em harmonia com tudo ao seu redor.

Depois de algum tempo caminhando pelo penhasco, ela nota a aproximação de um jovem rapaz.

– Oi, você vem sempre aqui?

– Não, estou apenas de passagem.

– Você me parece familiar.

– Você também.

– Qual seu nome?

– Sheila, e o seu?

– Me chamo Richard.

– Acho que já vi você antes Richard, só não sei onde ou quando.

– Estranho, pois eu nunca saí daqui.

Com o passar do tempo Sheila foi notando características familiares em Richard, que lembravam uma pessoa. Porém, quando ela pergunta se ele gostava de morar naquele lugar, ele responde:

– Sim, pois uma pessoa muito especial criou esse local para juntos vivermos felizes, tanto nos momentos bons, como nos ruins. Ela me ensinou que aqui tudo era possível, nada era errado muito menos impossível.

– E quem seria essa pessoa?

Quando Richard iria responder, um enorme ruído tomou conta de si e um grito maquiavélico pareceu claro.

– Acorda infeliz, acorda.

– O que houve?

Era um velho conhecido de infância, que por sua vez zombava dela anos antes.

Por fim, Carmen Sheila, acordou e viu que tudo aquilo não passou de um sonho, e o suposto paraíso não existira, e o rapaz, era apenas lembranças de seu primeiro namorado, que juntos passaram momentos felizes naquele local.

Roteiro/Paraiso Perdido

 

Cenário: Ano 1857, cidade Pato Branco, interior de San Coast, onde havia um penhasco, sem qualquer tipo de habitação ou habitantes… – O que houve?
O Narrador com sua voz forte e convincente diz: – Tudo começou no ano 1857, muito antes de Carmen virar Miranda ou Hebe Camargo, quando uma jovem menina chamada Carmen Sheila, com 22 anos de ideologia mental básica, retornou, após ficar anos ausente em um lugar distante, completamente deserto, onde ninguém a recriminava por ter uma imaginação tão fértil, afetando seu modo de ver as coisas.
Sheila, uma jovem de aproximadamente um metro e sessenta e cinco de altura, com olhos castanhos esverdeados e cabelos encaracolados. Sheila costumava ir a um penhasco que, nos momentos felizes ou até mesmo nos tristes, usava como refúgio para rir, chorar, imaginar ou até mesmo relembrar seu primeiro namorado.
O narrador diz: Lá chegando (assustada) se depara com uma enorme construção, onde há pessoas de diferentes costumes, jeitos de viver, uma enorme quantidade de línguas e nenhum tipo de recriminação.
Surpresa e aliviada: Sheila vê então um paraíso perdido, onde lá as pessoas eram felizes, sem medos, não havia ninguém que pudesse contrariar suas ideias, pois ali não existia algo errado, apenas diferente. O local que quando criança foi seu refúgio, hoje nada mais era que sua realidade, onde lá ela poderia viver do seu jeito, sem se preocupar com opiniões alheias e viver em harmonia com tudo ao seu redor.
Ela caminhava feliz, e empolgada: Depois de algum tempo caminhando pelo penhasco, ela nota a aproximação de um jovem rapaz, que começa uma conversa
Com muita gentileza o garoto diz: – Oi, você vem sempre aqui?
Sheila estampando um belo sorriso em seu rosto diz: – Não, estou apenas de passagem
Com cara de espanto o jovem garoto comenta: – Você me parece familiar
Diz Sheila pensativa: – Você também.
Diz o garoto achando que tudo era mera enganação: – Qual seu nome?
Continuando pensativa Sheila indaga: – Sheila, e o seu?
Responde o menino sorrindo: – Me chamo Richard.
Sheila indo mais fundo em seus pensamentos responde: – Acho que já vi você antes Richard, só não sei onde ou quando.
Diz o menino convencido que não a conhecia: – Estranho, pois nunca sai daqui.
Ela em nenhum momento deixou de pensar e indagar de Richard para buscar de sua memória de onde ela o conhecia: Com o passar do tempo Sheila foi notando características familiares em Richard, que lembravam uma pessoa.
Richard, demonstrando afeto e carinho de verdade pela tal pessoa falada e pelo lugar por eles construído diz: – Sim, pois uma pessoa muito especial criou esse local para juntos vivermos felizes, tanto nos momentos bons, como nos ruins. Ela me ensinou que aqui tudo era possível, nada era errado muito menos impossível
Curiosa Sheila diz: – E quem seria essa pessoa?
Narrador diz: Quando Richard iria responder, um enorme ruído tomou conta de si e um grito maquiavélico pareceu claro
Diz um velho conhecido de Sheila: – Acorda infeliz, acorda.
Sheila acorda assustada e diz: – O que houve?
Enfim, o narrador conclui: Era um velho conhecido de infância, que por sua vez zombava dela anos antes.

Por fim, Carmen Sheila, acordou e viu que tudo aquilo não passou de um sonho, e o suposto paraíso não existirá, e o rapaz, era apenas lembranças de seu primeiro namorado, que juntos passaram momentos felizes naquele local.

Consumo: O coração do sistema

Pouco depois da segunda guerra, governo e corporações estudavam a forma de impulsionar a economia. O analista de vendas Walter LeBolt articulou a solução que se tornaria a norma de todo o sistema. Ele disse: “A nossa enorme economia produtiva exige que façamos do consumo a nossa forma de vida, que tornemos a compra e o uso de bens, rituais. Que procuremos a nossa satisfação espiritual, à satisfação de ego no consumo. Precisamos que as coisas sejam consumidas, destruídas, substituídas e descartadas a um ritmo cada vez maior”. Como eles conseguem nos fazer investir nesse sistema? Por meio da mídia; existem duas formas: – Obsolescência Planejada: As coisas são criadas para irem para o lixo, fazem de uma forma que se inutilizem rápido. -Obsolescência Perceptiva: Fazem você crer que precisa comprar algo novo por meio de novos designs e algumas mínimas modificações, mesmo que seu aparelho ou sapato ou o produto que for ainda seja funcional. Nos Estados Unidos dos produtos que são fabricados 99% vão para o lixo em torno de seis meses. A publicidade e a mídia em geral têm um papel importante nisso. “Temos mais coisas, porém menos tempo livre para as coisas que realmente interessam, (família, amigos e tempo livre)”. Analistas dizem que não temos tão pouco tempo desde a sociedade feudal. Sabe qual a atividade que mais fazem as pessoas em seu tempo livre? -Ver TV e ir as compras. Passamos o dia inteiro trabalhando e quando chegamos em casa a TV nos convence o que devemos comprar.