Distorções

Quando sonhamos esquecemos de tudo,
Imaginamos o que não existe,
E fazemos existir o que até então não existia.

Por ingenuidade, esperamos a vida inteira
Por aquele momento lindo e feliz,
Onde nada daria errado.

Sem saber que esse dia talvez não chegue,
Esperamos ansiosamente por ele.
 
Até hoje eu me pergunto.

“Como as coisas seriam diferentes, se eu estendesse antes,
as distorções de um sonho a tempos realizado”

O engraçado e ao mesmo tempo irônico nisso tudo,
é o simples fato de esperarmos a vida inteira ele acontecer,
e finalmente quando acontece, além de não ser como sempre sonhamos,
não somos capazes de reconhecê-lo.

© Lé0 Machado

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Encontro


Quando você me encontrar,
Não precisa falar nada.

Traz uma rosa nas mãos,
Oferece-me…

Olha no fundo dos meus olhos…
Faz um afago nos meus cabelos…

Eu tocarei o seu rosto
Com a ponta dos meus dedos,
Contornarei seus lábios.

E ali…

Parados…

Calados…

Chegaremos a uma simples conclusão:

A busca terminou.

© Blog A Casa do Zé Carlos

Um cachorro vira-lata


“Quase tudo em nossas vidas, podemos explicar com a Teoria dos seis graus de Separação

Hoje, como sempre, estávamos na pousada, aonde íamos todos os dias antes do serviço,
ver com o Gaúcho, se tinha algo para ser resolvido.

O Gaúcho por sua vez, relata uma reclamação do apto 17.

– Machado, o rapaz mau conseguiu dormir.
– Mas o que houve?
– O cachorro…
– Cachorro?

Segunda-feira, quando voltada da faculdade, passo por um posto de gasolina e vejo o carro de minha irmã estacionado. Ela estava dentro da conveniência.

Hoje, descubro que naquela noite fria, minha irmã adotou uma cachorra vira-lata, que estava no posto, em uma caixa de papelão nada confortável.

– Onde está?

Vou até o infrator e realmente escuto os tais barulhos. Quando avisto o bichano, logo penso…

– Meu deus, que vira lata.

Depois de algum tempo, sem perceber, estava  fazendo carinho nele. Mas como um homem macho, forte e não adorador de cachorro, pequeno e chorão, ia explicar o caso?

Parei e fomos trabalhar.

Algum tempo depois, chega minha irmã (revolucionária), toda feliz com a solução e fala:

– Trouxe um cão de Guarda!

O que me deixou realmente frustrado, é que o nome daquele pequeno animal, era Belinha.

– Belinha?

Belinha por sua vez, é o nome da cachorra que dei ainda filhote a minha namorada, no dia de seu aniversário.  No entanto, essa Belinha, não sabia que eu tinha uma namorada, que minha namorada tinha uma cachorra, e que a cachorra, também se chamava Belinha.

Porém, mesmo não me conhecendo e sem saber quem eu realmente era, ela me seguia em cada canto que ia, me lambia e chorava pedindo carinho.

Aquela enorme e ao mesmo tempo pequena vira-lata, não tinha a noção de que hoje, dia 14 de abril, dia em que comemoramos três anos e um mês de namoro, ela me fazia lembrar da minha namorada e de sua cachorra.

Ou seja, estamos ligados pelo terceiro grau de Separação;
A Saudade que sentimos por alguém.

– “Sai Belinha”

© Lé0 Machado

A Perceguição


Agora a pouco, voltando da faculdade de moto,
tremendo de frio e morrendo de fome.
Olho para baixo e vejo um vulto…
Quando olho de novo já passou.

Fico sem entender o que aconteceu, retorno a olhar,
e  novamente passa um vulto muito rápido por mim.
Me sinto mau, e acelero ainda mais tentando alcançar,
no entanto, quando chego perto, ele simplesmente desaparece.

De repente  passa voando ao meu lado,
eu já cansado disso, acelero ao máximo e quando olho pra frente…

BuMmMm…

Meu pai bate na porta e diz:

– Lé0 acorda, já são sete horas.

Assim, mais um longo dia começa, as seis e meia da manhã.

© Lé0 Machado

Nossos paradigmas


Ambição é simplesmente o sopro que damos
para chegar em algum lugar.

No entanto, devemos tomar cuidado,
Pois se soprarmos de mais,
Podemos acabar passando de onde
Queríamos chegar quando começamos a Soprar.

Assim, chegando ao extremo,
A Ganância.

(esses versos contém ironia)

© Lé0 Machado

EXECUTAR NÃO É TUDO, COMUNIQUE-SE !


Um jovem executivo estava saindo do escritório
quando vê o presidente da empresa com um
documento na mão em frente a máquina de “picotar”
papéis.

– Por favor, diz o presidente, isto é muito
importante pra mim, e minha secretária já saiu.
Você sabe como funciona esta máquina?

– Lógico, responde o jovem executivo!

Imediatamente tira o papel das mãos do presidente,
liga a máquina, enfia o documento e aperta um
botão.

– Excelente meu rapaz! Muito obrigado… Eu
preciso só de 1 cópia. Onde sai?

Executar não é tudo!!!

Pense, pergunte, espere a resposta, analise e
então execute.

(autor desconhecido)