Mundo Cruel

 

Segundo o pensador, cujo nome eu não recordo, atualmente o mundo da comunicação voltada para o Marketing, tem como base apenas três princípios: FIRE, FIRE, FIRE.

Mas afinal, para que tanto fogo, se eu moro no meio do “mato”.

© Lé0 Machado

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Ignorância humana

Se parássemos por alguns instantes e observássemos ao nosso redor,
logo notaríamos que em certo momento da vida, ou mesmo após ter
feito algo e se arrepender, muitos fazem as mesmas indagações…

– Ah se eu pudesse voltar no tempo…
– Ah se o tempo parasse…

Infelizmente o que muitos não sabem ou não pensam, é o simples detalhe:

“Mesmo se o tempo parasse ou voltasse, ainda existiria o amanhã”

– E como sempre, por sermos “seres racionais”, erraríamos novamente…

 © Lé0 Machado

O paradigma da comunicação

Em minha última aula de português, tomo conhecimento que nossa história só existe, pois é comprovada por uma instituição, no caso, a Igreja.

Desde a antiguidade, o homem das cavernas já sentia a necessidade de relatar os acontecimentos daquela “precária” época. Utilizando ossos, cacos de pedras, o antiquado homem das cavernas já transcrevia através de símbolos o seu dia-a-dia, “alucinações” ou fatos que tinham algum significado. Foi através dessa humilde participação, que nossa história foi esculpida.

Entretanto, atualmente estamos esquecendo o efeito das coisas simplórias, e se englobando em uma nova forma de comunicação, a comunicação virtual. A virtualidade vem anexando não só uma nova forma útil de se comunicar, mas se desenvolve a um ponto em que vidas virtuais estão sendo criadas, famílias, grupos de estudos, trabalhos, enfim, se faz essencial na vida de cada individuo da sociedade.

Levando em consideração a importância dos ‘’escritos’’ do homem das cavernas, e pensando nessa atual  virtualidade, caso nossos descendentes tenham a carência de energia, como passaríamos a diante nossa história?

– Pense nisso.

© Lé0 Machado

Dois lados

Um dia a melhor resposta é parar e pensar,
Pensamos em tudo e percebemos que tudo tem seus dois lados.

Nesse dia vemos que nossa parceira tem grandes defeitos,
Mas nesse mesmo dia, vemos que temos defeitos talvez maiores que os dela.

Vemos que ela faz grandes besteira sem pensar, mas que nós fazemos ainda mais.
Vemos que forçar uma resposta quando se pensa em diversas possibilidades,
 É um tanto quanto perigoso.

Enfim, um dia somos obrigados a parar para continuar.

© Lé0 Machado

Chico Xavier – Uma história sem fim


“Cleide, não se preocupe,
Emmanuel falou que só vou desencarna,
quando todos brasileiros estiverem felizes”


Logo que entramos na sala do cinema,
peguei meu bloco de anotações e minha caneta,
a fim de anotar tudo que achasse interessante.

Depois de algum tempo percebi, que se fosse assim,
eu teria de anotar o filme inteiro.

Foi então que parei,
pois a mensagem mais importante,
só no final eu iria encontrar.

Chico Xavier…
Primeiro filme que vejo,
Que mesmo depois do fim,
Todos permanecem na sala.

“Xavier morreu no dia 30 de junho de 2002,
mesmo dia em que o Brasil foi pentacampeão mundial”

(ele tinha razão, neste dia, todos estávamos felizes).

© Lé0 Machado

ENCONTREI UM ANJO

                 

 
 Dia desses eu estava sentado numa sala de espera aguardando a minha vez para cortar o cabelo, com o Toninho, da Super Quadra Tupã. Estava muito distraído, lendo uma daquelas revistas que sempre tem em sala de espera, quando adentrou uma menina, linda, magra, muito branquinha e aparentemente, de uns sete anos de idade. Ela usava um arco a lhe prender os cabelos finos e lisos que iam até os ombros, roupas que denunciavam a origem pobre, mas que também mostravam um cuidado materno especial, pois estavam muito limpas e cheirosas. Era uma criança impossível de não ser notada, sorriso aberto, carisma a flor da pele e trazia numa das mãos um cartão de loteria instantânea, dessas conhecidas como “raspinha”. Já completamente cativado não me preocupei em disfarçar o meu encanto e fiquei ali torcendo para que ela me dirigisse a palavra. Era como se eu soubesse que algo especial estava para acontecer.

– O senhor compra pra ajudar? É dez real…
– Reais, disse eu para ver a reação dela.
– É mesmo. Minha mãe sempre me corrige: dez reais. Mas o senhor compra? A minha vontade era comprar o cartão, mas não queria acabar logo com a conversa e continuei:
– Depende… Pra ajudar o quê?
– É pra ajudar a gente lá em casa. Meu pai tá desempregado e a minha mãe tá muito doente. Eu tô vendendo essa raspinha aqui pra poder comprar leite pro meu irmãozinho.
Ele tem dois anos e meio. A essa altura eu já tinha certeza de que compraria o cartão. Não que me comovesse além do normal com essa história tão comum do nosso sofrido povo brasileiro. Era puro encantamento com aquela menina.
– Como é o seu nome?
– Amanda… Nossa! Como o senhor ficou vermelho!
– É que eu tive uma filha que se chamava Amanda… A última lembrança que eu tenho dela, ela era assim como você… Sabe? Em todo lugar que eu vou eu sempre encontro uma Amanda.
– Onde tá a sua filha agora?
– Ela morreu num acidente faz algum tempo. Talvez ela esteja “vendendo cartões” no céu pra ajudar lá em casa..
– O senhor ficou triste, né? Desculpa..
– Não, eu não estou triste. Mas o que é que a sua mãe tem?
– Eu não sei dizer não senhor. Mas o meu pai vive chorando escondido. Ele bem que tenta disfarçar. Eu também finjo que não noto, mas eu sei que ele tá chorando. Eu não gosto de ver meu pai chorando… O senhor vai comprar, não vai? Eu vou contar um segredo: este cartão aqui está premiado, sabia?
– É ? Onde você conseguiu este cartão? E como você sabe que ele está premiado?
– Foi um anjo que desceu lá do céu e me deu ele pra eu vender. Ele disse que é um cartão premiado.
– Um anjo??
– É ! Por quê? O senhor não acredita?
– Acredito sim. Mas se o anjo lhe deu o cartão e disse que é premiado, por que você o está vendendo? Por que você não raspa ele e fica com o prêmio? Assim você vai poder ajudar toda a sua família, a sua mãe…
– Mas eu não posso ficar com ele não senhor.
– Por que não? – O anjo me disse que era pra eu vender por dez real. – Reais! – É. Por dez reais. E que não era pra eu raspar ele senão eu estaria sendo gananciosa. Eu não sei o que quer dizer essa palavra “gananciosa”, o senhor sabe?
– Eu também não sei não. Esse anjo fala muito difícil… Mas eu tenho certeza que você não é isso não… – Ele falou que eu tinha de dar a sorte pra alguém que eu encontrasse e que eu gostasse, e eu gostei do senhor. O senhor compra?
– Como você sabia que era um anjo de verdade?
– Ele tinha duas asas bem grandes e desceu voando lá do céu.
– Como era o nome dele?
– Ele não falou o nome dele não senhor.
– E você não perguntou?
– Se o senhor visse um anjo o senhor ia ficar fazendo pergunta? Eu fiquei foi mudinha.
– E por que esse anjo apareceu logo pra você?
– É que eu estava rezando pro menino Jesus, pedindo pro meu pai arranjar um emprego e pedindo pra Ele curar a minha mãe, então o anjo apareceu pra mim. Ele disse que se eu vendesse esse cartão que ele me deu, por dez real… – Reais! – É, reais… Se eu vendesse, Jesus já tinha autorizado ele a curar a minha mãe e a arranjar um emprego pro meu pai, mas, que se eu ficasse com o cartão só ia acontecer coisa ruim.
Então se eu comprar o cartão que o anjo deu pra você, só vai me acontecer coisa ruim?
– Não. O senhor não entendeu. Eu é que não posso ficar com o cartão. A pessoa que comprar ele, vai tá sendo boa e vai tá acreditando no anjo. Então, pra quem comprar, só vai acontecer coisa boa. O senhor vai receber o prêmio e não vai mais ser triste.
– Quem disse pra você que eu sou triste?
– O seus olhos e o seu jeito de falar. O senhor parece uma pessoa triste, sabia?
– Sabia… Tá bom. Eu compro o seu cartão. Deixando escapar um breve suspiro, Amanda agarrou os dez “real” e, num gesto que me deixou surpreso e muito feliz, me deu um beijo no rosto. Ela parou na minha frente e ficou olhando eu guardar o cartão no bolso, com um sorriso bobo nos meus lábios. Um tanto decepcionada ela perguntou:
– O senhor não vai raspar pra ver se está mesmo premiado?
– Não. Eu tenho certeza de que está.
– Mas se o senhor não raspar não vai poder receber o prêmio.
– Eu já recebi quando você entrou aqui.
– Eu não entendi o que o senhor quis dizer.
– Mas o seu anjo entendeu, minha filha. O seu anjo entendeu, meu anjo… Ela foi embora meio que desconfiada, olhou pra trás algumas vezes e eu nunca mais a vi. Sempre que volto ao Toninho, ou paro na super quadra para alguma coisa, corro os olhos pelas calçadas. Tenho certeza de que a verei um dia. Quero saber se sua mãe está melhor e se seu pai já “arranjou” um emprego. Quanto ao cartão, eu ainda não me atrevi a raspá-lo e creio que nunca o farei. Gosto de acreditar que sou o único homem no mundo que ganhou um cartão de loteria premiado, dado por um anjo e trazido por outro. Quanto ao prêmio, penso que não pode haver um mais valioso do que esta história toda.

(Esta crônica, foi escrita por Robson, de Londrina, que perdeu sua filha Amanda – 3anos – no mar, durante as férias)

” Nunca fique triste numa despedida! Uma despedida é necessária para haver um reencontro. E encontrar-se depois de momentos e de vidas, é certo para os que são amigos.”

©  Robson

O Lenhador e a Raposa


Existiu um Lenhador que acordava às 6 da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, e só parava tarde da noite. Esse lenhador tinha um filho, lindo, de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança. Todos os dias o lenhador ia trabalhar e deixava a raposa cuidando de seu filho.

Todas as noites ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com sua chegada. Os vizinhos do Lenhador alertavam que a Raposa era um bicho, um animal selvagem; e portando, não era confiável. Quando ela sentisse fome comeria a criança. O Lenhador sempre retrucando com os vizinho falava que isso era uma grande bobagem. A raposa era sua amiga e jamais faria isso.

Os vizinhos insistiam:
– “Lenhador abra os olhos ! A Raposa vai comer seu filho.”
– “Quando sentir fome, comerá seu filho ! ”
Um dia o Lenhador muito exausto do trabalho e muito cansado desses comentários, ao chegar em casa viu a Raposa sorrindo como sempre e sua boca totalmente ensanguentada… O Lenhador suou frio e sem pensar duas vezes acertou o machado na cabeça da raposa…

Ao entrar no quarto desesperado, encontrou seu filho no berço dormindo tranquilamente e ao lado do berço uma cobra morta …

O Lenhador enterrou o Machado e a Raposa juntos.

Se você confia em alguém, não importa o que os outros pensem a respeito, siga sempre o seu caminho e não se deixe influenciar…

© Blog A Casa do Zé Carlos