Fail

”Infelizmente nao traçamos os contornos do passado a lápis, impedindo o uso da barrocha na correçao de certos erros”

Porque esperar criticas positivas, se as que precisamos melhorar, sao as negativas?!

”Infelizmente na busca da perfeiçao, esquecemos que somos imperfeitos”

– “Boa noite”

© Lé0 Machado

Ignorância humana

Se parássemos por alguns instantes e observássemos ao nosso redor,
logo notaríamos que em certo momento da vida, ou mesmo após ter
feito algo e se arrepender, muitos fazem as mesmas indagações…

– Ah se eu pudesse voltar no tempo…
– Ah se o tempo parasse…

Infelizmente o que muitos não sabem ou não pensam, é o simples detalhe:

“Mesmo se o tempo parasse ou voltasse, ainda existiria o amanhã”

– E como sempre, por sermos “seres racionais”, erraríamos novamente…

 © Lé0 Machado

O paradigma da comunicação

Em minha última aula de português, tomo conhecimento que nossa história só existe, pois é comprovada por uma instituição, no caso, a Igreja.

Desde a antiguidade, o homem das cavernas já sentia a necessidade de relatar os acontecimentos daquela “precária” época. Utilizando ossos, cacos de pedras, o antiquado homem das cavernas já transcrevia através de símbolos o seu dia-a-dia, “alucinações” ou fatos que tinham algum significado. Foi através dessa humilde participação, que nossa história foi esculpida.

Entretanto, atualmente estamos esquecendo o efeito das coisas simplórias, e se englobando em uma nova forma de comunicação, a comunicação virtual. A virtualidade vem anexando não só uma nova forma útil de se comunicar, mas se desenvolve a um ponto em que vidas virtuais estão sendo criadas, famílias, grupos de estudos, trabalhos, enfim, se faz essencial na vida de cada individuo da sociedade.

Levando em consideração a importância dos ‘’escritos’’ do homem das cavernas, e pensando nessa atual  virtualidade, caso nossos descendentes tenham a carência de energia, como passaríamos a diante nossa história?

– Pense nisso.

© Lé0 Machado

Seis coisas impossíveis

Todos os dias antes de ir para faculdade,
Realizo seis coisas impossíveis.

1ª  Acordo ainda dormindo.

2ª  Mesmo morrendo de sono, mantenho o bom humor.

3ª  Trabalho com meus pais e sou feliz.

4ª  Sempre tenho uma baita ideia, quando não consigo se quer pensar.

5ª  Chego em casa cansado, com um monte de coisas para fazer,
      não consigo fazer nada, ainda assim mantenho a esperança.

6ª  Chego na faculdade e estudo normalmente, como se nada tivesse acontecido.

© Lé0 Machado

Distorções

Quando sonhamos esquecemos de tudo,
Imaginamos o que não existe,
E fazemos existir o que até então não existia.

Por ingenuidade, esperamos a vida inteira
Por aquele momento lindo e feliz,
Onde nada daria errado.

Sem saber que esse dia talvez não chegue,
Esperamos ansiosamente por ele.
 
Até hoje eu me pergunto.

“Como as coisas seriam diferentes, se eu estendesse antes,
as distorções de um sonho a tempos realizado”

O engraçado e ao mesmo tempo irônico nisso tudo,
é o simples fato de esperarmos a vida inteira ele acontecer,
e finalmente quando acontece, além de não ser como sempre sonhamos,
não somos capazes de reconhecê-lo.

© Lé0 Machado

Pensamentos


O erro nos faz pensar melhor em tudo que fazemos.
No entanto, as vezes pensamos tanto com medo de errar,
que acabamos não fazendo outra coisa, se não, errar novamente.

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Sinônimo de felicidade é ver ou fazer feliz,
aquele que mesmo sem saber,
ou por mais simples que pareça,
nos ensinou o humilde significado da vida,
Fazer feliz aqueles que amamos.

© Lé0 Machado

Muito Obrigado


Como falar da pessoa que eu mais ajudo,
Sem pedir se quer um tostão.

A pessoa que sempre quando precisou,
Mesmo sem pedir, eu estava lá.

A pessoa que mais fala de justiça, direitos e bom senso.
E que hoje, quando precisei de um simples favor,
Ela simplesmente diz:

– Não dá, tenho que fazer as minhas coisas.

Hoje, não sei falar outra coisa, se não, agradecer.

– Obrigado mãe, você me ensino a ficar em silêncio.

“O vitorioso na vida, não é o forte, e sim o flexível”

© Lé0 Machado

Encontro


Quando você me encontrar,
Não precisa falar nada.

Traz uma rosa nas mãos,
Oferece-me…

Olha no fundo dos meus olhos…
Faz um afago nos meus cabelos…

Eu tocarei o seu rosto
Com a ponta dos meus dedos,
Contornarei seus lábios.

E ali…

Parados…

Calados…

Chegaremos a uma simples conclusão:

A busca terminou.

© Blog A Casa do Zé Carlos

Um cachorro vira-lata


“Quase tudo em nossas vidas, podemos explicar com a Teoria dos seis graus de Separação

Hoje, como sempre, estávamos na pousada, aonde íamos todos os dias antes do serviço,
ver com o Gaúcho, se tinha algo para ser resolvido.

O Gaúcho por sua vez, relata uma reclamação do apto 17.

– Machado, o rapaz mau conseguiu dormir.
– Mas o que houve?
– O cachorro…
– Cachorro?

Segunda-feira, quando voltada da faculdade, passo por um posto de gasolina e vejo o carro de minha irmã estacionado. Ela estava dentro da conveniência.

Hoje, descubro que naquela noite fria, minha irmã adotou uma cachorra vira-lata, que estava no posto, em uma caixa de papelão nada confortável.

– Onde está?

Vou até o infrator e realmente escuto os tais barulhos. Quando avisto o bichano, logo penso…

– Meu deus, que vira lata.

Depois de algum tempo, sem perceber, estava  fazendo carinho nele. Mas como um homem macho, forte e não adorador de cachorro, pequeno e chorão, ia explicar o caso?

Parei e fomos trabalhar.

Algum tempo depois, chega minha irmã (revolucionária), toda feliz com a solução e fala:

– Trouxe um cão de Guarda!

O que me deixou realmente frustrado, é que o nome daquele pequeno animal, era Belinha.

– Belinha?

Belinha por sua vez, é o nome da cachorra que dei ainda filhote a minha namorada, no dia de seu aniversário.  No entanto, essa Belinha, não sabia que eu tinha uma namorada, que minha namorada tinha uma cachorra, e que a cachorra, também se chamava Belinha.

Porém, mesmo não me conhecendo e sem saber quem eu realmente era, ela me seguia em cada canto que ia, me lambia e chorava pedindo carinho.

Aquela enorme e ao mesmo tempo pequena vira-lata, não tinha a noção de que hoje, dia 14 de abril, dia em que comemoramos três anos e um mês de namoro, ela me fazia lembrar da minha namorada e de sua cachorra.

Ou seja, estamos ligados pelo terceiro grau de Separação;
A Saudade que sentimos por alguém.

– “Sai Belinha”

© Lé0 Machado

A Perceguição


Agora a pouco, voltando da faculdade de moto,
tremendo de frio e morrendo de fome.
Olho para baixo e vejo um vulto…
Quando olho de novo já passou.

Fico sem entender o que aconteceu, retorno a olhar,
e  novamente passa um vulto muito rápido por mim.
Me sinto mau, e acelero ainda mais tentando alcançar,
no entanto, quando chego perto, ele simplesmente desaparece.

De repente  passa voando ao meu lado,
eu já cansado disso, acelero ao máximo e quando olho pra frente…

BuMmMm…

Meu pai bate na porta e diz:

– Lé0 acorda, já são sete horas.

Assim, mais um longo dia começa, as seis e meia da manhã.

© Lé0 Machado