Doce vida


Quantos de nós já passamos por problemas, e sem forças enfrentamos tudo.
Sem medo e sem ajuda de ninguém, sempre com um sorriso no rosto, para não demonstrarmos que por dentro estávamos despedaçados, querendo apenas um carinho ou uma simples palavra de conforto.

Podendo assim, depois de tudo isso dizer:

‘’Valeu a pena, pois só nós sabemos o quanto podemos suportar e saber se o que fizemos está certo”.

Mesmo com muitos  julgando e crucificando, sem ao menos tentar te ajudar, continuamos sem medo e ao mesmo tempo amedrontada com tudo isso.

Julgar se é certo ou errado é fácil, difícil é tomar a atitude de apoiar rompendo barreiras indo contra tudo e contra todos.

Por isso cada qual com seus problemas, pois se não for ajudar ou estender a mão, que sua boca não se abra.

Todos nós sabemos o que fazemos, e os fazemos na medida em que podemos.

© Aline Machado

Velha infância

Quando criança eu era simplesmente genial.

Aos três anos de idade, já morava sozinho com meu pai.
Aos seis, criei minha primeira televisão de papelão.
Aos sete, já tinha criado um videogame e um baita jogo do Zorro.
Aos oito, eu já era criativo o suficiente e criei um filme de boneco em palitos.

Hoje aos dezenove anos de idade, onze anos mais esperto que aquela época,
Simplesmente não sei como terminar um texto.

© Lé0 Machado

Como explicar?

Se o amanhã não chegasse,
Se a noite não passasse,
Se o dia não raiasse,
Se o sol não brilhasse,
Talvez eu nem soubesse
A falta que você me faz.

Sempre te busco nas mais remotas lembranças,
Te vejo nas mais difíceis semelhanças,
E o que não consigo entender,
É o porquê eu ainda tenho esperança.

Se a boca não abrir,
O coração não sentir,
E a mente não pensar,
Como vou te amar?

Isso, eu realmente não saberia explicar.

– Boa Noite.

‘’Tudo que é bom, dura tempo o suficiente, para se tornar Inesquecível’’

Não é merchandising  do Bombom,
Até porque realmente bom,
Seria se ambos quiséssemos Bis.

© Lé0 Machado

Distorções

Quando sonhamos esquecemos de tudo,
Imaginamos o que não existe,
E fazemos existir o que até então não existia.

Por ingenuidade, esperamos a vida inteira
Por aquele momento lindo e feliz,
Onde nada daria errado.

Sem saber que esse dia talvez não chegue,
Esperamos ansiosamente por ele.
 
Até hoje eu me pergunto.

“Como as coisas seriam diferentes, se eu estendesse antes,
as distorções de um sonho a tempos realizado”

O engraçado e ao mesmo tempo irônico nisso tudo,
é o simples fato de esperarmos a vida inteira ele acontecer,
e finalmente quando acontece, além de não ser como sempre sonhamos,
não somos capazes de reconhecê-lo.

© Lé0 Machado

Pensamentos


O erro nos faz pensar melhor em tudo que fazemos.
No entanto, as vezes pensamos tanto com medo de errar,
que acabamos não fazendo outra coisa, se não, errar novamente.

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Sinônimo de felicidade é ver ou fazer feliz,
aquele que mesmo sem saber,
ou por mais simples que pareça,
nos ensinou o humilde significado da vida,
Fazer feliz aqueles que amamos.

© Lé0 Machado

Eu sempre quis saber


Eu sempre quis saber,
Como fazer uma poesia,
E não ser repetitivo.

Como falar de amor,
Se não pensar em quem amamos?

Como falar de felicidade,
Sem mencionar seu nome?

Como esquecer a saudade,
Se vivo pensando em você?

Eu gostaria imensamente em saber,
Como fazer uma poesia,
Se eu não pensasse tanto em você.

‘’É tão fácil falar a verdade, dizer que te amo e estou com saudade’’

© Lé0 Machado

Muito Obrigado


Como falar da pessoa que eu mais ajudo,
Sem pedir se quer um tostão.

A pessoa que sempre quando precisou,
Mesmo sem pedir, eu estava lá.

A pessoa que mais fala de justiça, direitos e bom senso.
E que hoje, quando precisei de um simples favor,
Ela simplesmente diz:

– Não dá, tenho que fazer as minhas coisas.

Hoje, não sei falar outra coisa, se não, agradecer.

– Obrigado mãe, você me ensino a ficar em silêncio.

“O vitorioso na vida, não é o forte, e sim o flexível”

© Lé0 Machado

Encontro


Quando você me encontrar,
Não precisa falar nada.

Traz uma rosa nas mãos,
Oferece-me…

Olha no fundo dos meus olhos…
Faz um afago nos meus cabelos…

Eu tocarei o seu rosto
Com a ponta dos meus dedos,
Contornarei seus lábios.

E ali…

Parados…

Calados…

Chegaremos a uma simples conclusão:

A busca terminou.

© Blog A Casa do Zé Carlos

Um cachorro vira-lata


“Quase tudo em nossas vidas, podemos explicar com a Teoria dos seis graus de Separação

Hoje, como sempre, estávamos na pousada, aonde íamos todos os dias antes do serviço,
ver com o Gaúcho, se tinha algo para ser resolvido.

O Gaúcho por sua vez, relata uma reclamação do apto 17.

– Machado, o rapaz mau conseguiu dormir.
– Mas o que houve?
– O cachorro…
– Cachorro?

Segunda-feira, quando voltada da faculdade, passo por um posto de gasolina e vejo o carro de minha irmã estacionado. Ela estava dentro da conveniência.

Hoje, descubro que naquela noite fria, minha irmã adotou uma cachorra vira-lata, que estava no posto, em uma caixa de papelão nada confortável.

– Onde está?

Vou até o infrator e realmente escuto os tais barulhos. Quando avisto o bichano, logo penso…

– Meu deus, que vira lata.

Depois de algum tempo, sem perceber, estava  fazendo carinho nele. Mas como um homem macho, forte e não adorador de cachorro, pequeno e chorão, ia explicar o caso?

Parei e fomos trabalhar.

Algum tempo depois, chega minha irmã (revolucionária), toda feliz com a solução e fala:

– Trouxe um cão de Guarda!

O que me deixou realmente frustrado, é que o nome daquele pequeno animal, era Belinha.

– Belinha?

Belinha por sua vez, é o nome da cachorra que dei ainda filhote a minha namorada, no dia de seu aniversário.  No entanto, essa Belinha, não sabia que eu tinha uma namorada, que minha namorada tinha uma cachorra, e que a cachorra, também se chamava Belinha.

Porém, mesmo não me conhecendo e sem saber quem eu realmente era, ela me seguia em cada canto que ia, me lambia e chorava pedindo carinho.

Aquela enorme e ao mesmo tempo pequena vira-lata, não tinha a noção de que hoje, dia 14 de abril, dia em que comemoramos três anos e um mês de namoro, ela me fazia lembrar da minha namorada e de sua cachorra.

Ou seja, estamos ligados pelo terceiro grau de Separação;
A Saudade que sentimos por alguém.

– “Sai Belinha”

© Lé0 Machado